segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Phishing tem crescimento de 231,5% no Brasil em 2019, aponta pesquisa


O número de páginas de phishing no Brasil teve um crescimento recorde de 231,5% entre fevereiro e dezembro de 2019, de acordo com o relatório "Atividade Criminosa On-line no Brasil", apresentado hoje (06) pela Axur. O estudo traz os principais dados referentes a phishing, malwares, infrações em uso de marca e vazamento de dados. O levantamento mostra evolução significativa das atividades criminosas cibernéticas no país ao longo do ano passado.

Apenas no quarto trimestre de 2019, foram identificados nada menos do que 8.762 casos de páginas falsas tentando roubar dados sigilosos dos consumidores, com destaque especial para a semana da Black Friday. Perfis falsos em redes sociais estão entre um dos principais métodos de pirataria e vendas não autorizadas, que também funcionam para furto de dados em páginas de phishing.

Outro fator de alerta apontado no material é o vazamento de cartões de crédito e débito, que identifica o Brasil como segundo país com mais vazamento de dados desse tipo. No total anual, 1,6 milhão de cartões expostos foram detectados em 2019, perdendo apenas para os Estados Unidos, o que reforça a necessidade de sistemas de detecção e procedimentos de monitoramento.


Além de atividades de phishing e vazamento de credenciais (e-mails com senha) e cartões de crédito, é notório o número de senhas vazadas de organizações com domínios .br: foram 23,6 milhões de credenciais únicas detectadas, sendo 123456 a senha mais comum com 37,65 milhões de detecções no mundo.

Só a LGPD salva?

"Com tantos dados sendo capturados (e expostos), uma das nossas principais metas de 2019 foi tornar pública a verificação de senhas vazadas a partir de nossa base, que tem hoje mais de 9 bilhões de credenciais já expostas em web superficial, deep e dark web," diz Fábio Ramos, CEO da Axur. O executivo afirma que a Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, prevista para entrar em vigor a partir de agosto de 2020 no país, ressalta a importância e urgência em entender os perigos digitais dessa nova era.

O estudo também revelou que as instituições financeiras foram as mais afetadas por malwares, softwares maliciosos que capturam dados de consumidores, e que, portanto, precisam cada vez mais de atenção e cuidado com ameaças digitais. Foram identificadas 38 empresas alvo em uma única fraude desse tipo em dezembro, maior número já computado.

                                                                                 FONTE: THE HACK

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