segunda-feira, 22 de junho de 2020

Aumento nos crimes cibernéticos é mais um problema da pandemia


Acompanhando o aumento no consumo de internet e plataformas online como um todo, golpes atingem todas as frentes e ficam cada vez mais sofisticados
Além de todos os problemas financeiros, estruturais e de saúde (física e mental) causados pela pandemia do novo coronavírus, há mais uma preocupação que surge nos meios eletrônicos.
Estamos em regime de home office, com aulas à distância, acessando mais as nossas redes sociais e passando algumas horas adicionais no computador ou celular. Naturalmente, isso já nos tornaria alvos mais fáceis para golpes e crimes virtuais, já que consumimos uma quantidade maior de conteúdo. Entretanto, foi detectado também que os golpes de fato cresceram não só em quantidade, mas também em variabilidade e sofisticação.
Anteriormente aqui no blog, você leu que golpistas estão direcionando esforços para aplicativos que ganharam popularidade, como serviços de videoconferências — o que inclui o Zoom, o Microsoft Teams, o Google Meet e outros. Isso obrigou até mesmo o WhatsApp, um velho alvo de crimes virtuais, a tomar mais cuidados e fazer alterações no próprio funcionamento, já que ele precisa lidar não só com golpes, mas também com a desinformação. Mas de quais problemas estamos falando exatamente?

O crescimento em números

Segundo um levantamento realizado pela Cybernews*, maio de 2020 foi o período em que diversos crimes cibernéticos populares atingiram o pico de pesquisas em buscadores. Nos 2 meses anteriores, páginas com conteúdos relacionados a invasões e golpes tiveram o tráfego consideravelmente aumentado. Expressões como "tutorial de hacking", "como invadir" e até formas de acessar um dos mercados mais populares da dark web foram identificadas como em ascensão. É claro que nem todas as atividades observadas envolvem a movimentação de criminosos, já que usuários apenas curiosos ou especialistas em segurança digital também fazem esse tipo de busca, mas a movimentação é tida como atípica.
Além disso, o FBI notou recentemente um pico de crimes cibernéticos*, com a divisão responsável por esse tipo de prática recebendo cada vez mais demandas. Nesse caso, os investigadores perceberam que os golpes estão se adaptando à temática do coronavírus: há promessas falsas de entrega de máscaras protetoras, fraudes disfarçadas de campanhas de caridade e até invasões a institutos médicos para roubo de dados sensíveis.
Na Europa, a situação é parecida: segundo um estudo da Europol*, criminosos aproveitam vulnerabilidades antigas e o maior uso de serviços online pelo menos desde março, quando medidas de quarentena foram reforçadas em diversos países. E os crimes não envolvem apenas o roubo de dados bancários ou a instalação de programas maliciosos; há até a interceptação de transferências de verbas que seriam usadas para a compra de equipamentos médicos.

Como se proteger?

Apesar de tantos números preocupantes, a ideia aqui não é gerar pânico ou criar um cenário alarmista. Felizmente, na mesma medida em que os ataques crescem, os mecanismos de defesa também ficam melhores e o próprio usuário cria hábitos de proteção quase inconscientes, além de uma desconfiança natural para evitar golpes e crimes.
Por isso, é importante que ninguém baixe a guarda ou relaxe na proteção dos dispositivos. Em um período de pandemia, é normal que você esteja mais sobrecarregado de preocupações, mas a navegação deve ser feita com o mesmo cuidado de sempre.


E vale reforçar: esse tipo de ameaça não é algo que vai durar apenas enquanto a pandemia existir. Os golpes serão reaproveitados, os criminosos continuarão na ativa, e você precisa manter os olhos abertos enquanto está conectado.
Por isso, desconfie de tudo o que parecer minimamente suspeito em sites, e-mails, redes sociais ou mensageiros. O tema do coronavírus é uma grande isca para golpes de phishing e a distribuição de malwares que podem causar danos graves ao seu aparelho e roubar dados. Notícias sobre medicamentos milagrosos, anexos em mensagens de remetentes suspeitos ou até conteúdos supostamente verídicos — relacionados ao Auxílio Emergencial da Caixa Econômica Federal, por exemplo — podem ser portas de entrada para criminosos.
                                                                  FONTE:BLOG AVG/AVAST

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