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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cibersegurança na engenharia: o dado, não o canteiro


Quando o assunto é segurança no setor de engenharia e construção, o primeiro pensamento costuma ir para o canteiro de obras: equipamentos, acessos físicos e integridade estrutural. Mas o ativo mais exposto desse setor não está no concreto. Está no projeto BIM aberto num notebook de campo, no orçamento de uma licitação salvo numa pasta compartilhada, no cronograma físico-financeiro que circula por e-mail entre matriz e obra.

É esse conjunto de dados, e não o canteiro em si, que transforma empresas de engenharia em alvo de ataques cibernéticos. E é justamente aí que a cibersegurança na engenharia precisa concentrar esforço: não em proteger um perímetro físico, mas em proteger informação que se move o tempo todo entre lugares diferentes, muitas vezes sem supervisão direta da TI.

Neste artigo

O que realmente está em risco: segurança de dados em projetos de engenharia

Uma obra de médio ou grande porte carrega, em paralelo à construção física, um volume relevante de propriedade intelectual e informação sensível:

  • Projetos BIM e plantas de engenharia
  • Orçamentos e propostas de licitação
  • Cronogramas físico-financeiros
  • Contratos com fornecedores e subempreiteiras
  • Anos de know how técnico acumulado pela empresa

Esses arquivos não ficam parados num único servidor. Eles circulam entre o escritório central, obras em andamento e sites remotos, frequentemente em máquinas compartilhadas, com conexões instáveis e pouca supervisão direta da equipe de TI. Cada cópia, cada dispositivo, cada ponto de acesso amplia a superfície de ataque.

Por isso, a proteção de dados de projetos BIM não é um detalhe técnico. É o centro da estratégia de segurança de qualquer empresa de engenharia.

Três fatores que aumentam a exposição do setor

A vulnerabilidade da engenharia e da construção civil vem da combinação de três características operacionais que, juntas, criam um ambiente propício a incidentes.

Dados críticos distribuídos em diferentes locais

Um mesmo projeto pode ter arquivos replicados no escritório central, em notebooks de campo, em servidores locais na obra e em dispositivos de fornecedores e parceiros. Cada ponto de acesso é uma porta de entrada potencial, e a padronização de segurança entre eles costuma ser inconsistente.

Operação que não pode sofrer interrupções

Prazos de entrega, cronogramas físico-financeiros e contratos com multas por atraso não deixam margem para paralisações. Uma indisponibilidade de sistemas por poucas horas pode travar medições, liberações de pagamento e decisões de campo que dependem de dados atualizados.

Equipes de TI enxutas gerenciando infraestrutura remota

É comum que uma estrutura pequena de TI, muitas vezes centralizada na matriz, seja responsável por proteger dezenas de obras e sites espalhados geograficamente. O resultado é menos visibilidade sobre o que acontece em cada ponta e menos capacidade de resposta rápida quando um incidente ocorre.

Isoladamente, cada um desses pontos já representa risco. Juntos, criam um cenário em que um único incidente, seja um ransomware, uma falha de rede ou o vazamento de um orçamento de licitação, pode significar prejuízo financeiro direto e perda de vantagem competitiva.

Quando ficar off-line vira prejuízo financeiro

Em obras de grande porte, um sistema fora do ar durante a apresentação de uma licitação, o envio de uma medição ou a liberação de um cronograma não é um contratempo administrativo. É um risco contratual. Atrasos geram multas, desgastam a relação com clientes e órgãos públicos, e em alguns casos comprometem a viabilidade financeira de todo o empreendimento.

Um cliente BluePex® do setor de construção resume esse cenário numa frase direta: estar off-line no momento errado pode significar milhões de reais em prejuízo. Diferente de outros setores, onde uma indisponibilidade gera desconforto, na construção civil ela pode se traduzir em impacto financeiro imediato e mensurável.

Cibersegurança como estratégia de continuidade operacional

Para o setor de engenharia, a cibersegurança não deveria ser tratada como uma camada isolada de defesa contra invasões. Ela precisa fazer parte da estratégia de continuidade operacional, apoiada em três frentes:

  • Visibilidade centralizada, mesmo com dados e equipes distribuídos entre matriz, obras e sites remotos
  • Disponibilidade garantida, com proteção de rede, backup e recuperação que sustentem a operação diante de falhas ou ataques
  • Suporte técnico direto, que reduza a dependência de uma equipe de TI enxuta para responder a incidentes em várias frentes ao mesmo tempo

É nesse ponto que o BluePex® Cyber Domo® atua como uma extensão do time de TI. A plataforma unifica firewall, proteção de endpoints, backup e VPN em um único painel de gestão. Com isso, a equipe interna ganha controle real sobre o que acontece em cada obra e em cada site remoto, sem multiplicar fornecedores nem depender de burocracia de chamados para agir.

Na prática, isso muda a forma como os dados de um projeto de engenharia são protegidos ao longo de todo o seu ciclo, do escritório central até o notebook de um engenheiro em campo.

Frente de proteçãoOperação com ferramentas fragmentadasCom o BluePex® Cyber Domo®
Visibilidade sobre obras e sites remotosPainéis separados por fornecedor, sem visão unificadaGerenciamento por territórios em um único painel
Backup de projetos e dados críticosRotinas manuais ou dependentes de terceirosBackup automatizado local e em nuvem, com alerta de falha
Controle de dispositivos em campoPouca ou nenhuma visibilidade sobre notebooks e estações remotasInventário, monitoramento e proteção centralizados via Endpoint Control
Suporte técnicoFila de chamados, muitas vezes em outro fuso ou idiomaSuporte direto com o fabricante, em português

Um exemplo real: a Racional Engenharia

A Racional Engenharia, empresa do setor de construção com décadas de atuação, enfrentava esse desafio ao gerenciar escritório central, obras e sites remotos com um fornecedor internacional que limitava a flexibilidade técnica e contratual da operação. Depois de migrar para a BluePex®, a empresa passou a contar com relatórios estatísticos detalhados e uma interface que permite à própria equipe interna realizar mudanças complexas, sem depender de terceiros para cada ajuste.

O relato completo desse projeto, incluindo os resultados após dois anos de implantação, está disponível no case de sucesso da Racional Engenharia.

O que priorizar ao avaliar a segurança da sua operação

Empresas de engenharia e construção que querem reduzir sua exposição podem começar respondendo a três perguntas:

  • Existe visibilidade real sobre todos os pontos onde dados de projetos circulam, incluindo obras e sites remotos?
  • A estrutura atual de TI consegue responder a um incidente em qualquer uma dessas frentes sem depender de múltiplos fornecedores?
  • Em caso de indisponibilidade, quanto tempo a operação resiste antes que o impacto financeiro se torne irreversível?

As respostas indicam o quanto a operação está preparada, ou exposta, diante de um cenário em que o dado, e não o canteiro, é o verdadeiro alvo.

                                                                                      BLOG BLUEPEX

quinta-feira, 17 de abril de 2025

AGU quer ações de Apple e Google contra golpes no Imposto de Renda


 Ofício pede que plataformas evitem disseminação de conteúdos falsos

A Advocacia-Geral da União enviou, nesta quarta, 9/4, ofícios às empresas Apple e Google para pedir colaboração das plataformas para evitar a disseminação de conteúdos falsos e a propagação de aplicativos fraudulentos relacionados ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas. O objetivo é proteger os contribuintes contra fraudes comuns nessa época de recebimento das declarações de ajuste do IRPF.

Nos documentos, a AGU pede que as empresas reforcem a adoção de procedimentos rigorosos de verificação e de análise dos aplicativos disponibilizados nas lojas Apple Store (para dispositivos móveis iOS) e Google Playstore (para dispositivos Android) -, que mencionem o IRPF. Orienta, ainda, as empresas removerem imediatamente os que forem considerados fraudulentos.

A atuação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD) atende a pedido do Ministério da Fazenda e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). E se justifica pela existência de aplicativos maliciosos, disseminados nos anos anteriores, que induziam os usuários a baixarem e instalarem aplicativos falsos, com o objetivo de, por exemplo, o roubo de dados e a aplicação de golpes em usuários.

“Deve-se frisar que a disponibilização de aplicativos, bem como a veiculação de anúncios online em plataformas digitais, não pode ser realizada para gerar desinformação sobre políticas públicas, minar a legitimidade das instituições, ou, tampouco, ludibriar a população. A oferta de produtos fraudulentos, assim como a propagação de publicidade enganosa enfraquece a confiança nas instituições democráticas, como também prejudica a utilização eficaz e eficiente dos cidadãos aos serviços públicos essenciais”, diz trecho dos documentos enviados ao Google e à Apple.

A atuação preventiva da PNND atende ao princípio colaborativo previsto no Marco Civil da Internet, aos deveres de proteção ao consumidor e à recente recomendação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre integridade da informação.

A AGU esclarece, ainda, que a fonte oficial principal de informações, orientações e programas referentes ao IRPF estão disponíveis na página Meu Imposto de Renda da Receita Federal e no endereço oficial do Ministério da Fazenda (MF).

Já os aplicativos oficiais da Receita Federal do Brasil (RFB) para dispositivos móveis podem ser acessados na conta única do governo federal nas lojas de aplicativos nos seguintes links: Link e Link.

                                                                    CONVERGENCIA DIGITAL

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Lojas Marisa sofre ataque de ransomware e tira site e app do ar Rede varejista diz que ação foi necessária para mitigar os impactos e para proteção das informações.

 

A Lojas Marisa, rede varejista de vestuário feminino, masculino e infantil, que passa por uma reestruturação, sofreu uma ataque cibernético de ransomware.

“A Lojas Marisa informa que foi vítima de um ataque cibernético do tipo ransomware. A empresa adotou medidas de segurança e de controle apropriadas para mitigação dos impactos e do restabelecimento da normalidade operacional, incluindo o isolamento e a suspensão temporária do funcionamento parcial de seus sistemas para proteção de suas informações. As operações das lojas físicas tiveram um impacto momentâneo e suas operações já foram retomadas. A companhia ressalta que está conduzindo uma avaliação completa do incidente para apurar a sua extensão e a eventual necessidade de adoção de medidas adicionais. Até o momento, a Marisa atesta que a ameaça está sob controle e que não deve haver grandes impactos as operações e sistemas da empresa.”

O mercado de segurança da informação, de acordo com o site Ciso Advisor, especula que a empresa teria sido atacada pelo grupo que opera o ransomware Medusa. Num dos grupos circula uma imagem da mensagem da notificação de resgate do grupo Medusa, contendo o nome da empresa. O grupo Medusa utiliza dois modelos de notificação, sendo que está circulando nos grupos o modelo “!!!READ_ME_MEDUSA!!!_2.txt”.

O grupo Medusa começou a ser conhecido em 2023 após inaugurar um site de vazamentos na dark web, mas também divulga informações pelo Telegram e pelo X/Twitter. Os ataques de ransomware orquestrados pelo grupo começam com a exploração de ativos ou aplicativos voltados para a Internet com vulnerabilidades conhecidas não corrigidas e o sequestro de contas legítimas, muitas vezes empregando corretores de acesso inicial para obter uma posição nas redes alvo.

                                                                                 FONTE: CONVERGENCIA DIGITAL

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

O QUE É PHISHING E COMO SE PROTEGER DELE

 

Phishing é uma das formas mais comuns e perigosas de ciberataque. Neste artigo, vamos explorar o que é phishing, como funciona e, o mais importante, como você pode se proteger dessas ameaças.

O Que é Phishing?

Phishing é um tipo de ciberataque em que os criminosos tentam obter informações pessoais, como senhas, números de cartões de crédito e outros dados sensíveis, enganando as vítimas. Os ataques de phishing são geralmente realizados por meio de e-mails, mensagens de texto ou sites falsos que parecem legítimos.

Como Funciona o Phishing?

Os ataques de phishing começam com uma mensagem ou site que parece vir de uma fonte confiável, como um banco, uma rede social ou uma loja online. Esses falsos comunicados geralmente contêm um link que leva a um site fraudulento, onde a vítima é solicitada a fornecer informações pessoais. Uma vez que os cibercriminosos obtêm esses dados, eles podem usá-los para roubar dinheiro, cometer fraudes ou acessar contas confidenciais.

Sinais de Alerta de Phishing

Para se proteger contra phishing, é crucial reconhecer os sinais de alerta:

  1. Erros de Gramática e Ortografia: Mensagens com muitos erros são um sinal claro de fraude.
  2. URLs Suspeitas: Verifique se o link corresponde ao site oficial antes de clicar.
  3. Mensagens Urgentes: Desconfie de mensagens que exigem ação imediata, como “Responda agora” ou “Sua conta será fechada”.
  4. Pedidos Inesperados de Informações Pessoais: Empresas legítimas nunca pedem informações sensíveis por e-mail ou mensagem de texto.

Dicas para se proteger contra o Phishing

Verificar Links

Antes de clicar em qualquer link, passe o cursor sobre ele para visualizar a URL completa. Certifique-se de que o endereço do site seja confiável e corresponda ao site oficial da empresa. Links encurtados ou URLs ligeiramente alteradas podem ser indicativos de fraude.

Segurança em E-mails

Nunca forneça informações pessoais em resposta a e-mails. Verifique sempre a autenticidade do remetente e, em caso de dúvida, entre em contato diretamente com a empresa através de canais oficiais.

Mantenha o Software Atualizado

Mantenha seu sistema operacional, navegador e antivírus sempre atualizados. Isso ajuda a proteger seu dispositivo contra vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos.

Use Autenticação em Dois Fatores (2FA)

Ative a autenticação em dois fatores (2FA) para adicionar uma camada extra de segurança às suas contas online. Isso torna mais difícil para os cibercriminosos acessarem suas contas, mesmo que consigam suas senhas.

Proteja-se com o Winco Firewall

Winco Firewall oferece uma proteção robusta contra ataques de phishing. Seu filtro web (web filter) bloqueia o acesso a sites de phishing, garantindo sua segurança online. Experimente agora e mantenha-se protegido contra ameaças digitais.

Phishing é uma ameaça séria, mas você pode se proteger adotando práticas de segurança adequadas. Fique atento aos sinais de alerta, verifique links antes de clicar, mantenha seu software atualizado e utilize autenticação em dois fatores. E, para uma camada extra de segurança, considere utilizar o Winco Firewall, que oferece proteção eficaz contra ataques de phishing.

                                                    WINCOBLOG

quarta-feira, 31 de julho de 2024

ROCKYOU2024: 10 BILHÕES DE SENHAS EXPOSTAS NO MAIOR VAZAMENTO JÁ REGISTRADO

 

Quase 10 bilhões de senhas foram expostas em um dos maiores vazamentos de dados já registrados.

Em 4 de julho, um hacker divulgou em um fórum online um arquivo contendo 1,5 bilhão de senhas recém-vazadas. Esse arquivo, chamado “RockYou2024”, foi adicionado a um pacote anterior conhecido como “RockYou2021”, que já continha 9,9 bilhões de senhas. Juntos, esses dois pacotes representam um dos maiores vazamentos de dados da história.

O Impacto do Vazamento

Segundo o site Cybernews, que reportou a publicação do novo arquivo, este compilado de senhas pertence a usuários de todo o mundo, o que pode resultar em um aumento significativo de ataques cibernéticos, fraudes e crimes de identidade. Não há informações confirmadas sobre a presença de dados de brasileiros nesse vazamento.

Potenciais Riscos e Explorações

Especialistas alertam que grupos mal-intencionados podem utilizar o “RockYou2024” para obter acesso não autorizado a contas digitais cujas senhas foram expostas. O novo arquivo contém senhas vazadas entre 2021 e 2024, ampliando o alcance do “RockYou2021”, que já incluía senhas de redes sociais, entre outras. É provável que o “RockYou2024” tenha sido compilado a partir de mais de 4 mil bancos de dados ao longo de duas décadas.

Como se Proteger

Para minimizar os riscos após o vazamento, especialistas recomendam que os usuários troquem imediatamente as senhas das contas afetadas, optando por senhas únicas que não são reutilizadas em outras plataformas. Além disso, a autenticação em duas etapas deve ser ativada sempre que possível para aumentar a segurança. 

Outra recomendação é utilizar um gerenciador de senhas para gerar e armazenar senhas complexas de forma segura. Esses softwares ajudam a minimizar o risco de reutilização de senhas em diferentes contas, proporcionando maior proteção e praticidade ao gerenciamento de suas credenciais.

O Cybernews disponibilizou uma ferramenta que permite verificar se alguma de suas senhas está envolvida no vazamento “RockYou2021”. Essa ferramenta já possui cerca de 7,9 bilhões de senhas cadastradas, de um total de 9,9 bilhões.

Outros Vazamentos Significativos

Ainda em 2024, foi descoberto um vazamento de 26 bilhões de dados, incluindo informações de contas em redes sociais como LinkedIn e Twitter. Este arquivo, com aproximadamente 12 terabytes, foi considerado o maior vazamento de dados até então.

Situação no Brasil

No Brasil, a situação também é preocupante. Somente neste ano, o Banco Central emitiu seis comunicados sobre vazamentos de dados no sistema Pix. Recentemente, quase 40 mil chaves Pix sob a responsabilidade da 99Pay foram expostas.

Fontes: Cybernews.com | Terra.com.br/WINCO BLOG

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Proteção de dados pessoais passa a ser direito constitucional

A proteção de dados foi incorporada com cláusula pétrea, não podendo ser alterada.

O Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (10), em sessão solene, a emenda à Constituição que torna a proteção de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, um direito fundamental. 

O tema tramitava no Congresso há mais de dois anos, desde 2019. Teve origem no Senado, onde foi aprovado, e foi para a análise da Câmara dos Deputados, onde sofreu alterações e voltou para nova apreciação do Senado, o que ocorreu no fim de outubro do ano passado.

O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), destacou a adaptação da legislação brasileira aos novos tempos, de informações circulando digitalmente em um ritmo muito intenso. Nesse cenário, ele ressalta a necessidade de garantir a privacidade das pessoas. “O novo mandamento constitucional reforça a liberdade dos brasileiros, pois ele vem instalar-se em nossa Constituição em socorro da privacidade do cidadão. Os dados, as informações pessoais, pertencem, de direito, ao indivíduo e a mais ninguém”, disse.

“Cabe a ele, tão somente a ele, o indivíduo, o poder de decidir a quem esses dados podem ser revelados e em que circunstâncias, ressalvadas exceções legais muito bem determinadas, como é o caso de investigações de natureza criminal realizadas com o devido processo legal”, acrescentou Pacheco.

Constituição

Agora, a proteção de dados se incorpora à Constituição como uma cláusula pétrea, ou seja, não pode ser alterada. Os direitos fundamentais são considerados valores inerentes ao ser humano, como sua liberdade e dignidade. Dentre os direitos fundamentais garantidos na Constituição, estão a livre manifestação de pensamento; a liberdade de crença; e a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e imagem das pessoas.

A emenda promulgada hoje leva ao texto constitucional os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) . A LGPD disciplina o tratamento de dados pessoais em qualquer suporte, inclusive em meios digitais, realizado por pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou de direito privado, com o objetivo de garantir a privacidade dos indivíduos.

Quando passou pela Câmara, os deputados incluíram no texto um dispositivo que atribui à União as competências de organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, de acordo com a lei. Já constava no texto a previsão da competência privativa da União para legislar sobre a matéria.

“Estamos defendendo direitos que antes eram absolutos, direito à intimidade, à vida privada. Esse mundo da internet se volta contra nós mesmos. Ora somos vítimas do crime, ora somos vítimas do mercado”, acrescentou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), relatora da proposta no Senado, à época da primeira passagem do texto pela Casa.

                                                                            PORTTAL CONTABEIS