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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Falhas e vazamentos: empresas precisam acordar para privacidade


Os vazamentos de dados pessoais de vários sites e serviços colocam à prova os reais investimentos das empresas na proteção da sua privacidade
Já começaram as tentativas de adiar a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os recentes casos de invasão e vazamentos de dados pessoais deveriam servir como alerta para as empresas que deveriam estar investindo na proteção dos seus sistemas antes que pesadas multas – de até 2% do faturamento ou R$ 50 milhões – atinjam seus lucros.
Os casos se repetem um após o outro: nossos dados precisam ser levados a sério. Os pesquisadores são "hackers do bem" que varrem os sites e sistemas das maiores empresas brasileiras para detectar falhas causadas por inexperiência ou incompetência. Especialistas preveem que golpes (phishing) e fraudes usando os dados vazados podem aparecer nos próximos meses e recomendam que você se proteja com autenticação de 2 fatores em suas contas.

Unimed

Pesquisadores do WhiteHat Brasil revelaram que uma falha nos sistemas da Unimed expôs os dados pessoais (nome completo, CPF, nome da mãe, código do beneficiário, e-mail e dependentes), o histórico médico completo (exames e imagens de raio-X, por exemplo) e dados de login e contato de médicos de quatro cidades: Teresina (PI), Parnaíba (PI), Imperatriz (MA) e São Leopoldo (RS).
Cada unidade da cooperativa tem autonomia para adotar sistemas e medidas de segurança, e a falha não afetaria as outras unidades.

Claro (8 milhões)

A mesma equipe de pesquisadores revelou ao Olhar Digital que a Claro expôs dados pessoais como nome, endereço, data de nascimento, CPF, e-mail e números de telefone estavam abertos ao público através de uma falha no portal “Minha Claro Residencial”.

Gestão Inteligente da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica

Falha na plataforma Ginfes expôs dados de todos os brasileiros que emitiram ou receberam alguma NFS-e em 60 municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Denúncia anônima ao Olhar Digital mostrou a possibilidade de acesso aos documentos e dados do prestador e do tomador de serviços por falta de criptografia das informações do site: alterando o URL pode-se obter o nome completo, endereço, e-mail, CPF/CNPJ, descrição e valor do serviço.

Vivo (24 milhões)

Dados pessoais de até 24 milhões de clientes do portal Meu Vivo estiveram expostos: nome completo, nome da mãe, gênero, endereço completo, data de nascimento, RG, CPF, e-mail e celular. Segundo os pesquisadores do WhiteHat Brasil, a falha elementar de segurança fazia com que qualquer token (sequência de números para liberar o acesso ao portal) pudesse acessar o perfil de qualquer cliente!
O Procon-SP deu 15 dias de prazo para que a empresa preste esclarecimentos e informe das medidas de segurança que adotou. A Vivo (Telefonica) poderá ser multada em até R$ 10 milhões segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Tim

Em setembro, a TIM também deixou vazar dados pessoais e negociações de dívidas do portal TIM Negocia. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública instaurou processo administrativo para apurar a acusação.

Detran (70 milhões)

O mesmo grupo de pesquisadores informou que o Detran do Rio Grande do Norte deixou vazar dados pessoais de 70 milhões de brasileiros com Carteira Nacional de Habilitação (CNH), isto é, quase todos os que são condutores: CPF, endereço residencial completo, telefones, CNH, foto, RG, data de nascimento, sexo e data de nascimento.

ProAc (28 mil)


Uma falha no sistema do ProAC (Programa de Incentivo à Cultura) expôs imagens do RG, CPF e comprovante de endereço de 28 mil pessoas que procuraram por apoio financeiro. Tudo por não usar o protocolo HTTPS, o que permitia acessar os dados que eram armazenados de forma sequencial e previsível, segundo informou o UOL.
                                                                    FONTE: AVAST BLOG

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Criatividade faz surgir novos golpes na internet


MedusaLocker: congela arquivos e faz vítimas em todo o mundo

A Bleeping Computer informou que pesquisadores identificaram uma nova estirpe do ransomware MedusaLocker se espalhando em todo mundo. Depois de se infiltrar na máquina, o MedusaLocker executa um conjunto de comandos para torná-la o mais vulnerável possível e otimizar a infecção.
Ele garante o acesso a todas as unidades e desliga todas as medidas de segurança ativas para depois excluir todos os backups de arquivos que encontrar. Depois disso, varre todos os discos e criptografa alguns arquivos; espera sessenta segundos e, em seguida, criptografa outros. Uma nota cheia de erros gramaticais informa dois endereços de e-mail através dos quais a vítima pode comprar um decodificador.

Para provar que a ferramenta funciona um dos arquivos da vítima é devolvido descodificado. Não recomendamos o pagamento do resgate – pois incentiva o crime – e, pelo contrário, sugerimos o backup regular offline dos seus arquivos e dados e o uso de um antivírus robusto.

                                                                                FONTE:AVAST BLOG


terça-feira, 23 de julho de 2019

A NSA está implorando para que você atualize o Windows - descubra o por quê


Normalmente a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA não se envolve com assuntos ligados a cibersegurança. Mas no começo do mês passado, a agência divulgou um alerta especial sobre uma nova ameaça de segurança chamada de vulnerabilidade BlueKeep. Essa é uma importante indicação do tamanho da ameaça desse bug. Continue lendo para descobrir se o seu computador corre risco de estar infectado e quais medidas deve tomar para manter-se protegido.

Alerta spoiler: se você usa uma versão desatualizada do Windows, atualize o seu sistema o mais rápido possível.

O que é o BlueKeep?


A Microsoft lança regularmente atualizações para corrigir brechas e bugs. Então por que a comunidade de cibersegurança está fazendo um grande estardalhaço em torno dessa vulnerabilidade em questão? Bem, o BlueKeep marcou 9,8 pontos de 10 possíveis no Sistema Comum de Pontuação de Vulnerabilidade (CVSS, da sigla em inglês). Basicamente, é como se um terremoto de magnitude 8,0 estivesse vindo em nossa direção.

A vulnerabilidade BlueKeep é um bug que pode permitir que hackers invadam um PC por meio do Remote Desktop Protocol (RDP), um protocolo da Microsoft que permite que usuários do Windows assumam remotamente o controle de um computador sem a necessidade de digitar senhas ou passar por qualquer outro método de interação com o usuário.

 Assim, os cibercriminosos estariam livres para infectar essas máquinas com ransomwares ou qualquer outro tipo de malwares.

 Ou pior, o BlueKeep pode se espalhar para outros computadores em rede e crescer desenfreadamente. Essa vulnerabilidade está causando um tipo de flashback nos profissionais de cibersegurança.

 Em 2017, o ransomware WannaCry contaminou em poucas horas centenas de milhares de computadores de 150 países.

E agora você pode se perguntar: será que estou contaminado?



Especialistas alertam que 1 milhão de computadores conectados à web estão vulneráveis. Assim, os riscos de um ataque de cibersegurança em massa são reais.

Mas uma boa notícia para usuários do Windows 8 ou 10: vocês não correm risco nenhum com o BlueKeep. De qualquer forma, continua sendo uma boa ideia checar se as atualizações automáticas do seu sistemas estão ligadas.

 A Microsoft lança correções de bugs com certa frequência. Mas é melhor se certificar de que sua máquina está segura contra quaisquer outras ameaças que podem surgir no futuro.

Se você é usuário do Windows 7, Vista, XP ou Server 2003 ou 2008, é melhor fazer as atualizações o mais rápido possível, porque você está vulnerável. É sério! Não deixe isso para depois. Vá direto ao seu Windows e faça a atualização agora.

O que você precisa fazer exatamente?


Confira algumas orientações de como se manter a salvo da vulnerabilidade BlueKeep e de qualquer outra ameaça de cibersegurança que eventualmente possa surgir.

1. Atualize o Windows


Você pode atualizar o seu sistema para o Windows 8 ou 10 (download disponível aqui), ou instalar as correções de segurança na sua versão atual.

 Geralmente a Microsoft não lança correção para versões antigas do seu sistema operacional. Mas como a empresa está bastante preocupada com o BlueKeep e seu potencial risco de se espalhar como fogo em mato seco, ela acabou de lançar atualizações também para produtos mais antigos.

Se você usa o Windows XP, Vista ou o 2000 e prefere continuar com uma dessas versões, é preciso baixar a correção de segurança manualmente aqui.

Se você é usuário do Windows 7 ou 2008, o download da correção pode ser feito aqui: role a tela para baixo para encontrar a versão do seu Windows e clique em security only para baixá-la. Ou você também pode atualizar o Windows da seguinte forma:
  1. Certifique-se de que seu computador está ligado a uma fonte de energia: ele não pode ficar sem força durante a atualização. Se isso acontecer, o sistema operacional pode ser corrompido.
  2. Clique no botão Iniciar no canto inferior esquerdo da sua tela.
  3. Digite “Atualização” na caixa de busca e clique em Verificar se há atualizações. Espere o Windows encontrar as últimas atualizações.
  4. Você verá uma lista com as correções disponíveis. Clique em view para ver a atualização de segurança, que provavelmente estará marcada como “crítica”.
  5. Confira a atualização que precisa instalar, clique em OK e depois em Instalar atualizações.
  6. Deixe o Windows terminar seu trabalho.

Se você está um pouco confuso com isso tudo, consulte a página da Microsoft com perguntas frequentes sobre atualizações.

Atenção: versões de Windows antigas e desatualizadas estão vulneráveis a todos os tipos de ameaças, não apenas ao BlueKeep. Então mesmo que desta vez a Microsoft tenha uma atualização de segurança para a sua versão do sistema, você não contará com outras correções de bugs no futuro.

 Por isso, recomendamos que você instale a mais nova versão do Windows no seu PC (baixe aqui).

2. Confira se você tem outros dispositivos com Windows


Não são apenas PCs que estão vulneráveis. Se você tem um tablet ou qualquer outro aparelho que rode o sistema Windows, eles também precisam ser atualizados.

3. Certifique-se de que você tem um antivírus atualizado


Mesmo que as atualizações da Microsoft incluam correções de segurança, elas não são garantia de proteção para todos os males. Ameaças de cibersegurança estão evoluindo a todo momento. Assim, é muito importante que você tenha a última versão de um antivírus verdadeiramente potente.

Além disso, se você tem uma versão desatualizada do Windows (como o XP), é muito improvável que seu antivírus ainda esteja te protegendo.

 Programas de antivírus são desenvolvidos para funcionar nas versões mais recentes dos sistemas operacionais, como o Windows 8 e 10. Isso quer dizer que você deve realmente considerar uma atualização do seu sistema.

4. Faça backup dos seus arquivos


Malwares não são as únicas ameaças aos seus documentos: Seu hardware também pode quebrar, causando a perda de documentos e recordações importantes. É sempre bom fazer backups regulares, quer seja em um HD externo ou em nuvem.

Mas o BlueKeep já foi responsável pela proliferação de algum vírus?


Até o momento, ainda não. Mas especialistas em cibersegurança dizem que isso é apenas uma questão de tempo. Hackers sabem dessa vulnerabilidade e certamente estão desenvolvendo códigos para explorar essa brecha neste exato momento. Não espere para ver o que vai acontecer. Atualize seu sistema agora e continue seguro.
                                                                       FONTE:BLOG AVG/AVAST
                                                                   

terça-feira, 25 de junho de 2019

Um dia na sua vida digital e os rastros que você deixa



Ficamos muito acostumados ao acesso por demanda e atualizações instantâneas de nossos telefones e dispositivos inteligentes: estamos interagindo constantemente com nossa tecnologia e sendo rastreados o tempo todo por ela.

 Ficamos conectados minuto a minuto e dia a dia, oferecendo nossos dados pessoais para empresas e anunciantes. Quanto de nossos dados pessoais estamos fornecendo? Vamos dar uma olhada em um dia típico da vida digital e explorar todas as formas como isso acontece.

Elementos básicos de rastreamento


Para começar, seu telefone pode rastrear várias coisas básicas. Ele sabe como você está o segurando (para que possa exibir a tela corretamente). Ele sabe como você está se movimentando e sua velocidade.

Rastreadores online também podem detectar informações sobre seu dispositivo (sua marca e idade) e como você o usa (incluindo seu navegador, fuso horário, configurações, sua fonte, sua localização e seu endereço IP) e usam essas informações para estabelecer sua impressão digital online, que é exclusiva para você e ajuda os rastreadores a te seguir pela internet.

Cada interação com a tecnologia ao longo do dia torna essa impressão digital online mais precisa.

De manhã


Se você for como a maioria, o despertador no seu smartphone te acorda de manhã. Se estiver usando um app para monitoramento de sono ou um dos muitos rastreadores de condicionamento físico com tecnologia de monitoramento do sono, os dados da sua soneca são coletados. Isso cria imediatamente um embate entre a utilidade dos apps e nossa privacidade. Pode parecer assustador ter um app rastreando cada minuto do seu sono, mas é assim que eles funcionam: eles precisam aprender seus hábitos para funcionar. Por exemplo, para informar se você dormiu bem naquela noite e o que pode fazer para melhorar seu sono. Sem poder gravar seus dados e transformá-los em padrões, eles seriam, no fundo, inúteis.

Você também liga suas luzes inteligentes ou ajusta a temperatura com um termostato inteligente pela manhã? A maioria dos dispositivos conectados à internet melhora sua utilidade aprendendo nossos hábitos e reagindo a eles: por exemplo, ajustando a temperatura e as luzes às configurações desejadas com base em nosso uso normal. Mas não podemos esquecer que eles aprendem detalhes íntimos sobre nossa vida neste processo.

Você ouve músicas enquanto está se preparando de manhã? Bem, não importa o app que você usa, ele também coleta dados sobre suas preferências. Mais uma vez, ele faz isso para ser mais útil. Neste caso, recomenda músicas que acha que você vai gostar.

Agora está na hora do café da manhã. Você usa algum aplicativo de monitoramento de dieta como MyFitnessPal, LoseIt ou Chronometer? Isso significa divulgar muitas informações sobre a comida e bebidas que você compra.

Você conversa com a Alexa, Echo ou com outro alto-falante inteligente para ter informações sobre o clima ou seus compromissos do dia? Eles gravam tudo o que você falar. Sabemos bem o que isso significa.

Isso levanta a questão: como estes apps protegem seus dados? Infelizmente, 70% dos aplicativos compartilham seus dados com fontes de terceiros, então a proteção é pífia. Também devemos nos perguntar o quanto nossos dados pessoais estão seguros contra violações ou cibercriminosos. De novo, a noticia não é boa. Desde a violação de dados do MyFitnessPal e apps semelhantes, até o vazamento de dados em backends de apps devido a configurações mal feitas, estes produtos não tem um bom histórico de proteção de dados de usuários.

Indo para o trabalho


Lembre-se, seu telefone sabe sua localização e velocidade. Você vai a pé para o trabalho? Você provavelmente tem um app como o Apple Health ou o Google Fit que rastreia seus passos. Você vai de carro? Seu telefone sabe sua velocidade e a situação no trânsito. Você já se perguntou como apps como o Google Maps ou o Waze sabem como está o trânsito em seu caminho? Bem, eles rastreiam a localização de todos os usuários, inclusive a sua, e usam dados compostos para descobrir se há mais carros na estrada do que o normal.

Você usa o transporte público para ir ao trabalho e, talvez, acessa redes sociais no caminho? Não se preocupe, o Facebook provavelmente não escuta suas conversas particulares, mas eles ainda têm uma quantidade insana de dados sobre você, que são usados para veicular anúncios segmentados.

Se, durante a viagem ao trabalho, você pesquisa na internet, lê notícias ou ouve podcasts, seus interesses e hábitos também são rastreados e vinculados à sua impressão digital online. Mas esse não é um problema se você for de carro para o trabalho, porque você não olha para o celular enquanto dirige, não é?

No trabalho


Como sua empresa controla suas horas de trabalho? Bem, algumas empresas começaram a fazer isso com dispositivos IoT chamados beacons. Em vez de confiar em cartões perfurados para monitorar quem chega e parte, os beacons ficam ao lado da porta e enviam uma notificação para os telefones das pessoas que passam, supondo que tenham o app certo instalado. Se você for um funcionário, poderá bater o ponto dessa maneira, sem poder falsificar suas horas de trabalho com a ajuda de um amigo moralmente flexível. A menos que você empreste seu telefone, é claro!

Dispositivos inteligentes no local de trabalho de todos os tipos estão chegando e provavelmente se tornarão onipresentes no futuro próximo.

Independentemente de haver um beacon em seu local de trabalho, você usar um computador para trabalho ou uso pessoal, você será rastreado na internet. Anunciantes e empresas podem rastrear tudo o que você faz com a impressão digital online que já mencionamos e construir um perfil bastante detalhado de você. Veja a Google, por exemplo, que usa seus diversos apps para coletar dados sobre você.

A Google e seus apps sabem: seus interesses (pesquisa, Chrome), planos futuros (Calendário), onde você esteve e planeja ir (Maps e Waze), produtos que você comprou ou considerou comprar (pesquisa, Anúncios), sua aparência (Google Fotos), sua voz (Google Assistente), seus amigos e colegas de trabalho (Gmail, Hangouts), onde você mora e trabalha (Google Maps), as músicas e celebridades que você gosta (Youtube) e seus objetivos de saúde (Google Fit), para citar apenas alguns exemplos.

 A Google junta todas as informações que possui sobre você, para ter insights mais profundos que permitem inferir ainda mais detalhes pessoais sobre você, como sua etnia, suas crenças políticas e religiosas, se você tem alguma restrição alimentar, sua saúde e se você planeja ter filhos.

E só estamos falando da Google!

Depois do trabalho


Quando você volta do trabalho para casa e quer relaxar, você gosta de navegar pela internet? Usa redes sociais? Assiste Youtube ou Netflix? Mais uma vez, suas preferências são gravadas e transformadas em futuros anúncios segmentados. Rastreadores podem ver um número assustador de informações, com muitos detalhes. Por exemplo, eles sabem quais artigos você lê, quais você examina rapidamente, quais vídeos você assiste, quais vídeos você assiste por dez segundos e pula, etc.

Provavelmente já faz tempo que você navega na internet, então pense na quantidade de informações confidenciais que os mineradores de dados podem saber sobre você: seu histórico médico, informações sobre suas finanças e pontuação de crédito e qualquer conteúdo, como posso dizer isso, sigiloso que você gosta de acessar.

Mesmo que sua atividade preferida depois do trabalho seja sair com os amigos ou participar de um evento na vida real, lembre-se de que isso também pode ser rastreado pelos apps usados para planejar o evento, além dos dados de localização de seus amigos.

Se você gosta de ficar em casa, todos os dispositivos inteligentes, como a geladeira, também podem coletar dados sobre você: compras regulares de alimentos, hábitos alimentares e dados demográficos da família.

Um nível ainda mais profundo de informações pessoais


Seu smartphone também tem informações ainda mais íntimas sobre você, como dados biométricos (se você usar sua impressão digital ou reconhecimento de rosto para fazer login), nomes de usuário e senhas (se tiver escolhido salvá-los) e metadados (logs de chamadas e de SMS). Embora os publicitários talvez não consigam rastrear esses dados sobre você (ainda), vale a pena considerar a quantidade de nossos dados pessoais que deixamos em nossos celulares e como isso pode ser perigoso se ocorrer um vazamento desses dados.

Quem exatamente rastreia e como faz isso?


Além dos grandes nomes como Facebook, Google, Apple, Amazon e Microsoft, 75% dos sites rastreiam você. Os principais sites podem conter até 1.000 rastreadores ocultos e algumas empresas têm mais de 3.000 informações sobre você (infelizmente 99% delas estão corretas).

Vamos considerar um artigo de notícias, por exemplo. Quando você clica para chegar ao site, ele pode ter um ou até 40 rastreadores. Ao interagir com o conteúdo e os anúncios do site, eles aprendem mais sobre você e usam essas informações para ajudar a criar seu perfil. Isso acontece com quase todos os sites.

Muitos desses rastreadores, se não a maioria, vêm na forma de cookies. Os cookies muitas vezes são necessários para o funcionamento dos sites. Por exemplo, eles “rastreiam” se você entrou em sua conta, ou quais itens você tem em seu carrinho de compras. Estes cookies de sessão que duram só o tempo que você passar no site não causam problemas. O problema são cookies de rastreamento, que te monitoram em vários sites e ajudam os publicitários e mineradores de dados a criar arquivos sobre você.

Há uma maneira de limitar o rastreamento?


O rastreamento tornou-se incrivelmente insidioso e alguns apps e dispositivos inteligentes precisam rastrear seus dados ou hábitos para funcionar corretamente. Mas, felizmente, ainda existem algumas maneiras de manter seus dados pessoais mais protegidos.

Use um bloqueador de anúncios


Os bloqueadores de anúncios não fazem nada para impedir o rastreamento, mas evitam algumas das consequências da constante mineração de seus dados. Ao bloquear os anúncios que parecem interessantes baseando-se em seus dados, você não precisará ver anúncios em banner para desumidificadores o tempo todo, só porque você comprou um para sua mãe.

Use uma VPN


Uma VPN pode criptografar sua conexão e ocultar sua localização: isso é muito útil se você quiser navegar com segurança em Wi-Fi público, mas infelizmente não interrompe esse tipo de rastreamento, já que a maioria dos dados usados para fazer a sua impressão digital não é escondida por uma VPN (como as configurações do seu navegador e seu computador). Mesmo assim, usar uma VPN para se conectar por meio de outro local pode ajudar a evitar rastreadores específicos e evitar certos aumentos de preços.

Exclua seus cookies periodicamente


Cookies são a ferramenta principal que as empresas e sites usam para te rastrear online e eles estão em todo lugar. Felizmente, é fácil se livrar deles, não importa qual dispositivo ou navegador você usa. Vamos te ajudar com isso.

Use um software anti-rastreamento


Se você deseja manter sua vida online em sigilo, é necessário usar um software anti-rastreamento. Ele vai disfarçar e embaralhar todos os dados que normalmente são usados para criar sua impressão digital online, ao fornecer informações falsas para as empresas e sites que tentam te rastrear online. Eles vão rastrear um fantasma, enquanto você pode navegar sem preocupações.

Infelizmente, o software anti-rastreamento só funciona em computadores e telefones. Não há como usá-lo em outros dispositivos inteligentes, como micro-ondas ou TV, ainda.

Verifique as configurações dos apps


Talvez seja chato ouvir isso, mas, na maior parte do tempo, os apps podem coletar seus dados porque você deu a permissão. Você não tem culpa: no final das contas, quem realmente lê os termos de serviço? Felizmente, as configurações de muitos apps e serviços podem ser ajustadas, então é possível exigir que parem de rastrear seus dados.

 Por exemplo, você pode forçar a Google a parar de rastrear informações específicas sobre você. Você também pode cancelar as permissões (por meio das configurações do seu telefone) para que eles não possam acessar seu microfone, câmera, dados de localização ou outras informações.

Compre produtos não inteligentes sempre que puder


Produtos inteligentes estão na moda. Mas alguns fabricantes com pressa para introduzir novos produtos, sacrificam a segurança para lançar produtos mais rapidamente que a concorrência. Então pense bem. Você realmente precisa de um vaso sanitário inteligente? Talvez seja melhor manter a versão normal de alguns produtos por enquanto.

Então, aqui está: um dia inteiro de rastreamento e todas as informações pessoais que você compartilha quase a cada minuto. Agora que você está mais atento, recomendamos reservar algum tempo para analisar seus apps e dispositivos e ver se você concorda com o que está compartilhando, limitando o acesso caso decidir.

                                                                                    FONTE:AVG/AVAST

                                                                                          

sexta-feira, 21 de junho de 2019

3 ameaças online para ficar de olho em 2019


1. Malvertising

Vamos começar devagar


Um cibercriminoso cria um anúncio infectado. O tal cibercriminoso depois o espalha pelo maior número de sites possíveis. Você, entre outros fãs inocentes de esculturas 3D, está por acaso em um desses sites. Resultado? Você se torna uma vítima. O que você provavelmente não sabia é que não é necessário clicar nos anúncios. Apenas carregar o site já é suficiente para causar a infecção.

O que o malvertising faz?


A infecção (veja acima). Ela pode causar vários tipos de problemas, como vírus, spyware e muito mais. Este é um guia para malvertising bem abrangente, para uma leitura agradável. 

Prepare-se para 2019.


Como em 2018, houve um aumento no uso das ferramentas e softwares de bloqueio de propaganda, deveremos ver em 2019, mais opções de ferramentas desse tipo, ainda mais sofisticadas. Tudo que você precisa fazer é baixar um bom bloqueador de propaganda. De novo, temos um guia. 


2. Botnets


Um para megalomaníacos


De maneira simples, é quando um cibercriminoso cria um malware terrível que escraviza milhares de dispositivos inteligentes (incluindo seu PC) para obter o poder de processamento para fazer um mal maior. O que você provavelmente não sabia é que você pode nem mesmo notar isso acontecendo.

O que significa fazer parte de uma botnet?


Ter um PC mais lento. Receber outros tipos de malware. Fazer você ficar envergonhado: normalmente, ele vem com um spyware ou ransomware. Mas em maior escala: seu PC pode trabalhar sem seu conhecimento em ataques a sites ou redes, roubo de senhas, números de previdência social, dados de cartão de crédito, endereços e telefones de pessoas inocentes em todo o mundo. Credo.

Prepare-se para 2019.


Em 2016, botnets representavam 33% de todos os malwares detectados.

 Em 2018, os botnets representavam 78%! Não é surpreendente quando você pensa em todos os itens novos de IoT que criamos todos os anos. Mas, aqui está o que você precisa fazer: atualize as senhas dos seus dispositivos e use anti-malware para verificar regularmente se há infecções.

 Segundo, procure seu endereço IP em um ataque específico, se suspeitar (esta é uma página). Terceiro, use uma ferramenta de análise de rede, como Wireshark ou Snortpara monitorar se há atividade incomum em seu tráfego de internet.

3. Criptomineração

Grana, grana, grana


Os cibercriminosos fazem muitas coisas ruins, mas a meta é geralmente a mesma: ganhar dinheiro. Graças à criptomineração, eles se tornaram capazes de cortar os intermediários e simplesmente transformar seu computador em uma máquina de geração de dinheiro.

O que a criptomineração faz?


Assim que o cibercriminoso faz com que você instale um criptominerador, eles roubarão o valioso poder de processamento do seu PC, forçando-o a minerar criptomoedas como o Bitcoin. Isso deixa seu computador muito lento e aumenta sua conta de eletricidade. Não é legal. 

Prepare-se para 2019.


Graças às possibilidades diretas de fazer dinheiro e o fato de que eles são mais difíceis de detectar que a maioria dos malwares, os criptomineradores aumentaram muito em popularidade em 2018. Claro, se o valor da criptomoeda cair muito, os cibercriminosos provavelmente vão desistir da criptomineração e se voltar a algo mais lucrativo. Mas, aqui na AVG, queremos ser um pouco mais proativos. Duas dicas de profissionais para você: deixe sempre seu antivírus ativo e desative o JavaScript em seu navegador.  

                                                                     FONTE:AVG/AVAST

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

O guia definitivo para ransomware

Perigoso para você e altamente lucrativo para cibercriminosos, o ransomware assumiu o primeiro lugar na lista de ameaças de segurança. As tentativas de ataque e infecção aumentaram muito nos últimos anos e continuarão a aumentar, pois cada versão parece ficar mais poderosa e mais destrutiva.

O que é ransomware?

Ransomware é um software maligno que criptografa arquivos em seu computador e bloqueia completamente seu acesso a eles. Ele se espalha através de cibercriminosos que exigem um resgate (geralmente entre 300 e 500 dólares/libras/euros, preferivelmente pagos em bitcoins), declarando que, ao pagar, você receberá uma chave de descriptografia para recuperar seus arquivos.

O primeiro ataque de ransomware registrado ocorreu em 1989, quando o biólogo evolucionista Joseph Popp infectou disquetes com o cavalo de Troia AIDS e os distribuiu para colegas pesquisadores. O malware não era executado imediatamente, mas aguardava até que as vítimas reiniciassem seus PCs 90 vezes. Finalmente, ele criptografava todos os arquivos do sistema e solicitava que os usuários pagassem US$ 189 para desfazer o dano. Felizmente, especialistas criaram ferramentas para remover o malware e descriptografar os arquivos infectados.

Mas, ransomware é um vírus? Não. Vírus infectam seus arquivos ou software e têm a capacidade de se replicar. O ransomware bagunça seus arquivos para torná-los inutilizáveis e depois exige um pagamento. Eles podem ser removidos por um antivírus, mas se seus arquivos estiverem criptografados, é possível que eles nunca mais sejam recuperados.


Tipos de ransomware

Existem ransomwares de todos os tipos. Algumas variações são mais prejudiciais que outras, mas todos têm uma coisa em comum: o resgate.
  • Crypto malware ou criptografadores é o tipo mais comum de ransomware e pode causar muito prejuízo. Além de extorquir mais de US$ 50.000 de suas vítimas, o WannaCry colocou, literalmente, milhares de vidas em risco quando atingiu hospitais em todo o mundo e impediu que os funcionários de saúde acessassem os arquivos dos pacientes.
  • Bloqueadores infectam seu sistema operacional para impedir completamente que você use seu computador e impossibilita o acesso a qualquer aplicativo ou arquivo.
  • Scareware é um software falso (como antivírus ou ferramenta de limpeza) que diz ter encontrado problemas em seu PC e que exige um pagamento para repará-los. Algumas variedades bloqueiam seu computador e outras inundam sua tela com alertas e pop-ups irritantes.
  • Doxware (ou leakware) ameaça publicar suas informações online roubadas se você não efetuar um pagamento. Todos nós armazenamos arquivos sensíveis em nossos PCs (desde contratos e documentos pessoais até fotos constrangedoras), por isso, é fácil ver porque isso causa pânico.
  • RaaS (Ransomware como serviço) é um malware hospedado anonimamente por um cibercriminoso que cuida de tudo (da distribuição do ransomware, coleta de pagamentos, gerenciamento de descriptografadores) em troca de uma parte do resgate.
Seus dispositivos móveis também não estão seguros. Especialistas em segurança descobriram que ataques de ransomware no Android aumentaram em 50%. Há até mesmo um imitador do WannaCry que se espalha em fóruns de jogos e que visa dispositivos Android na China. Como os dados podem ser facilmente restaurados através da sincronização de dispositivos, os cibercriminosos preferem bloquear seu smartphone em vez de apenas criptografar arquivos.

E mesmo que seja necessário mais que abrir um anexo de e-mail ou clicar em um link para infectar dispositivos Apple, ransomwares para Mac também estão aumentando. O malware mais recente que afeta Macs parece ter sido programado por engenheiros de software especializados em OS X. Os cibercriminosos frequentemente visam contas do iCloud ou tentam bloquear smartphones através do sistema “Find my iPhone”.

Ataques de ransomware em 2017

Com dezenas de kits de ferramentas de malware disponíveis no mercado negro na internet, os cibercriminosos têm uma base sólida para aproveitar. Ataques recentes mostraram que criminosos cibernéticos trabalham duro para melhorar o código, adicionando recursos que tornam a detecção mais difícil e ajustando detalhadamente seus e-mails malignos para torná-los visualmente mais legítimos.

Vamos examinar mais detalhadamente os maiores ataques de ransomware de 2017, WannaCry e Petna.

Após infectar mais de 10.000 organizações e 200.000 pessoas em mais de 150 países, o WannaCry ganhou sua reputação de ataque de ransomware mais amplo até o momento. Ele usou um exploit conhecido como ETERNALBLUE, que aproveita uma vulnerabilidade do SMB (Server Message Block, um protocolo de compartilhamento de arquivos de rede) do Windows, intitulada MS17-010.surto mais recente baseado no Petya (chamado de Petya, Petna, NotPetya, EternalPetya ou Nyetya) assustou todo mundo, mas foi bem menos danoso que o WannaCry. O Petna afetou principalmente a Ucrânia (mais de 90% dos ataques), mas vimos também tentativas nos Estados Unidos, Rússia, Lituânia, Bielorrússia, Bélgica e Brasil.

Dois outros grandes ataques de ransomware ganharam destaque da imprensa em 2016:
  • Locky - visto pela primeira vez em fevereiro de 2016, dizem que o Locky foi enviado a milhões de usuários em todo o mundo através de um golpe de e-mail que dizia ser uma fatura ou recibo de pedido. Os e-mails continham um documento do Word ilegível e solicitava que os usuários permitissem macros para exibir seu conteúdo. Depois, começavam a baixar o malware. A cada ataque, os autores do Locky melhoraram o código para dificultar sua detecção assim que ele estivesse no computador.
  • O ransomware Cerber - esse malware surgiu como um kit de ferramentas, disponível gratuitamente a todos para ser baixado, instalado e disseminado. Ele é distribuído através de um anexo de e-mail ou link Cancelar Assinatura em um e-mail de spam (que redireciona as vítimas ao mesmo anexo), ele pode funcionar mesmo se você estiver offline e criptografar mais de 400 tipos de arquivos, incluindo arquivos de banco de dados.
Como os cibercriminosos melhoraram o código, alguma dessas variações poderá reaparecer a qualquer momento. Por isso, é importante saber que ele está rondando por aí, mesmo sem estar no noticiário.

Você é alvo de ransomware?

Quando se trata de ransomwares, todos podem ser alvo. Por exemplo, o WannaCry aproveitou uma vulnerabilidade do Windows para se espalhar e infectar mais de 200.000 usuários como você, além de 10.000 empresas, autoridades públicas e organizações em todo o mundo.

Todos aqueles que não instalaram as correções de segurança da Microsoft lançadas em março estavam vulneráveis. O usuários do Windows XP foram os mais atingidos: Há três anos, a Microsoft encerrou o suporte para essa versão do Windows e só se sentiu motivada a lançar uma correção para ela bem depois que o ataque tinha se tornado grave. (Se você ainda está usando essa versão, deveria realmente considerar uma atualização para uma versão mais recente).

Embora fazer uma correção ou atualização para corrigir tais problemas seja geralmente rápido para usuários comuns, empresas e organizações estão muito mais vulneráveis. Eles frequentemente usam software personalizado que deixaria de funcionar com atualizações e precisam implantar as correções em um número imenso de dispositivos, o que os atrasa. Algumas organizações também não têm fundos para isso. Espera-se que orçamentos de hospitais salvem vidas e não computadores, embora algumas vezes isso signifique a mesma coisa, quando seus sistemas são invadidos e eles são impedidos de acessar os históricos de pacientes.

O crime cibernético é a preocupação nº1 de organizações que trabalham com dados sigilosos, mas isso não significa que os usuários comuns de PC estejam a salvo: suas fotos de família e arquivos pessoais têm o mesmo valor para os cibercriminosos.


Como o ransomware infecta seu PC

De anexos malignos de e-mail a links falsos para fraudes em redes sociais, o ransomware se espalha rapidamente e tem grande impacto. Ele entra em seu computador das seguintes maneiras:
  • Engenharia social - um termo chique para enganar as pessoas a baixarem malware de um anexo ou link falso. Arquivos malignos são frequentemente disfarçados de documentos comuns (confirmações de compra, recibos, contas, notificações) e parecem ter sido enviados por uma empresa ou instituição de boa reputação. Basta baixar um deles em seu PC, tentar abri-lo e bum! Você está infectado.
  • Malvertising - anúncios pagos que enviam ransomware, spyware, vírus e outros itens malignos, com o clique de um botão. Sim, cibercriminosos comprarão até espaço publicitário em sites populares (incluindo redes de mídias sociais ou YouTube) para colocar as mãos em seus dados.
  • Kits de exploit - código pré-escrito, embalados lindamente em uma ferramenta de hacking pronta para o uso. Como você deve ter adivinhado, esses kits são projetados para explorar vulnerabilidades e falhas de segurança causadas por software desatualizado.
  • Downloads automáticos (“drive by”) - arquivos perigosos que nunca foram solicitados. Alguns sites malignos aproveitam navegadores ou aplicativos desatualizados para baixar discretamente malware em segundo plano, enquanto você está navegando em um site ou assistindo a um vídeo que parece inocente.
  • Como saber se você está infectado

    Tudo pode começar com um e-mail que parece inocente, supostamente enviado de uma fonte legítima, solicitando que você baixe uma fatura ou outro documento importante. Frequentemente, os cibercriminosos ocultam a extensão real para fazer com que as vítimas pensem que o arquivo é um PDF, documento do Word ou planilha do Excel. Na verdade, ele é um arquivo executável que começa a funcionar em segundo plano quando é clicado.
    Por algum tempo, nada de especial acontece. Seus arquivos ainda podem ser acessados e tudo funciona bem, aparentemente. Mas o malware está entrando em contato discretamente com o servidor do cibercriminoso, gerando um par de chaves: uma pública para criptografar seus arquivos e uma privada, armazenada no servidor do hacker, usada para decodificá-los.
    Assim que o ransomware encontra o caminho para seu disco rígido, você não tem muito tempo para salvar seus dados. A partir desse ponto, ele não mais precisa de nenhuma ação sua. O ransomware simplesmente começa a funcionar e criptografar seus arquivos e se revela apenas quando o estrago está feito.
    Uma nota de resgate surge em sua tela, dizendo quanto você precisa pagar e como transferir o dinheiro. Assim que o relógio começa a correr, você geralmente tem 72 horas para pagar o resgate e o preço aumenta se o prazo não for cumprido.
    Enquanto isso, não será possível abrir seus arquivos criptografados e caso você tente, receberá uma mensagem de erro dizendo que seu arquivo não pode ser carregado, que está corrompido ou é inválido.Enquanto isso, não será possível abrir seus arquivos criptografados e caso você tente, receberá uma mensagem de erro dizendo que seu arquivo não pode ser carregado, que está corrompido ou é inválido.

    Como remover ransomware

    A menos que esteja impedido de entrar em seu PC, excluir ransomware é muito simples. De fato, é igual a remover um vírus ou qualquer outro tipo comum de malware. Nós tratamos disso em outro artigo aqui, mas o ponto principal é esse: entre no Modo Seguro e execute seu antivírus para excluir o malware ou remova-o manualmente.As coisas são um pouco mais complicadas se seu PC estiver infectado com um bloqueador que evita que você entre no Windows ou execute qualquer programa. Há 3 maneiras de corrigir isso: fazer uma restauração do sistema para retornar o Windows a um ponto em que seu PC ainda estava seguro, executar seu programa antivírus a partir de um disco ou uma unidade externa inicializável ou reinstalar seu sistema operacional.
    Restauração do sistema no Windows 7:
    • Ligue seu PC e pressione F8 para entrar no menu Opções de Inicialização Avançadas
    • Selecione “Reparar o seu computador” e pressione Enter
    • Entre com o nome e senha da sua conta do Windows (ou deixe o campo em branco se não tiver uma)
    • Clique em “Restauração do Sistema”
    Restauração do sistema no Windows 8, 8.1 ou 10:
    • Ligue seu PC e mantenha a tecla Shift pressionada para entrar nas telas de recuperação (reinicie se isso não funcionar)
    • Selecione “Solucionar problemas”
    • Acesse “Opções avançadas”
    • Clique em “Restauração do Sistema”

      Como recuperar seus arquivos

      Recuperar seus dados é uma história completamente diferente. A criptografia de 32 e 64 bit é fácil de quebrar. Nossas ferramentas de decodificação de ransomware gratuitas ajudarão a recuperar arquivos infectados com ransomware mais inócuos, como o Apocalypse, Crypt888 ou TeslaCrypt.
      No entanto, atualmente, a maioria dos tipos de ransomware, incluindo os famosos WannaCry, Locky ou Cerber, usa criptografia de 128-bit ou até mesmo mais forte de 256-bit (às vezes, uma combinação de ambos). Esse nível complexo de criptografia também é usado por servidores, navegadores e VPNspara proteger seus dados, pois é seguro e inviolável.
      Se seus arquivos forem infectados por uma dessas variantes mais mortais, a recuperação é quase impossível. Por isso, a prevenção é a melhor defesa contra o ransomware.

      Dicas de prevenção de ransomware:

      Além de evitar sites ou links suspeitos, spam e anexos de e-mail que não são esperados, há três ações essenciais que podem ser efetuadas para garantir que você não perca seus arquivos no próximo ataque de ransomware.

      1. Faça backup de seus arquivos importantes

      Em unidades externas. Ou na nuvem. Ou nas duas. Com tantos serviços gratuitos de armazenamento na nuvem disponíveis, você realmente não tem nenhuma desculpa. Dropbox, Google Drive, Mega… Faça sua escolha e certifique-se de ter todos os seus documentos e fotos importantes armazenados com segurança. Para ficar ainda mais seguro, escolha um serviço com histórico de versão. Assim, se algo acontecer com sua conta, você poderá restaurar facilmente para uma versão anterior.

      2. Use um antivírus atualizado

      Software antivírus oferece proteção essencial contra tudo que quiser prejudicar seu computador. Não queremos nos gabar, mas nosso AVG AntiVirus FREEcobre mais do que você poderia esperar. E com o AVG Internet Security, você também pode obter proteção contra ransomware, que impede que aplicativos suspeitos alterem seus arquivos.

      3. Mantenha seu sistema operacional atualizado

      Se você estava prestando atenção quando falamos sobre o WannaCry, você já deve saber que as atualizações de segurança são vitais para a segurança do seu computador. Softwares desatualizados tornam você mais vulnerável a todos os tipos de malware, incluindo ransomware.

      Pagar ou não o resgate?

      Nesse ponto, é provável que você tenha feito a temida pergunta a si mesmo. E com ransomware sendo tão assustador, não podemos culpá-lo!
      Os cibercriminosos não discriminam. Sua única meta é infectar o máximo de computadores possível, pois é assim que eles ganham dinheiro. Isso também é um “negócio” muito lucrativo, com vítimas pagando centenas de milhares de dólares para recuperar seus dados.
      Em junho de 2017, a empresa de hospedagem web sul-coreana Nayana pagou 397,6 bitcoin (aproximadamente US$ 1 milhão na época) após um ataque do ransomware Erebus. Esse é o maior resgate pago até o momento e prova o quanto as empresas estão vulneráveis.
      Porém, você está lidando com golpistas e, por isso, pagar o resgate não garante nada. Às vezes, eles simplesmente aumentam o preço se encontrarem alguém desesperado o bastante para pagar. Ou veja o exemplo do Petya. O ransomware tinha um bug em seu código que impossibilita qualquer recuperação. Mas, o mais importante, os pagamentos encorajam os cibercriminosos a voltar, atacar com mais força e exigir mais dinheiro.
      Então, você deveria pagar? Nossa resposta é um “grande não”. Em vez disso, consiga um bom antivírus, para que nunca mais precise se preocupar com ransomwares.
    •                                                                  FONTE : BLOG AVG BY AVAST
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