terça-feira, 3 de agosto de 2021

Microsoft alerta para novo ataque de roubo de dados que sabe se esconder bem

 A Microsoft Security Intelligence, braço de segurança da empresa de Seattle, emitiu na última sexta-feira (30) um alerta sobre uma nova campanha de roubo de dados (phishing) que se destaca pela capacidade de passar despercebida. Para enganar vítimas, o ataque mistura endereços de e-mail parecidos com os originais, nomes de emissor que imitam contatos conhecidos ou serviços que realmente existem.


Segundo a empresa, as mensagens usadas pelos criminosos responsáveis são identificáveis pelo uso repetido da palavra “referral” no endereço de e-mail original. Além disso, eles também costumam usar finais com o endereço “com[.]com”, em uma tentativa de enganar os alvos e fazê-los não perceber que o domínio usado não é legítimo.

“Os e-mails usam uma isca do SharePoint no nome de exibição e também na mensagem, que se apresenta como uma solicitação de ‘compartilhamento de arquivos’”, explica a Microsoft Security Intelligence. Segundo a empresa, as mensagens prometem “relatórios de equipe”, “bônus” e cotações de preço para chamar atenção, e sempre vêm acompanhadas por um link que leva ao roubo de dados.

O golpe usa dois URLs, sendo que o primeiro leva a uma página do Google que exige o login de usuário em um domínio AppSpot antes de chegar a outro endereço em que as credenciais do Office 365 são roubadas. A outra leva a um site comprometido do SharePoint, usado para dar legitimidade ao ataque e também exige o login — algo que, segundo a Microsoft, ajuda a escapar de sandboxes que podem proteger a vítima.

Ameaça difícil de detectar

“Isso, além de uma série de técnicas que evitam a detecção, torna essa campanha ainda mais furtiva do que o normal”, afirma a companhia, explicando que o uso de domínios legítimos do Google, Microsoft e Digital Ocean ajuda a ameaça a se disfarçar. No Twitter, ela afirmou que a ação ainda está ativa e pode usar diversos assuntos como isca para afetar alvos corporativos e usuários comuns.

A Microsoft publicou no Github a infraestrutura de referência usada nos e-mails de phishing, acompanhada de um código que permite checar se há na caixa de entrada uma mensagem comprometida. “Esta consulta corresponderá a instâncias em que o endereço de e-mail exibido corresponde ao domínio do destinatário e se unirá aos dados de URL do e-mail para facilitar a busca por sites potencialmente maliciosos de roubo de credenciais”, promete a empresa.

                                                                                FONTE :CANALTECH

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Empresa de transporte de valores Protege sofre tentativa de sequestro digital

A empresa de transporte de valores Protege confirmou na última quarta-feira (28) que sofreu uma tentativa de sequestro digital em seus sistemas (ataque de ransomware). A companhia afirmou que, apesar dos esforços dos atacantes, não houve qualquer comprometimento de seus sistemas e conseguiu normalizar suas atividades no mesmo dia.



Como a companhia detém aproximadamente 80% do mercado brasileiro de transportes de valores, junto à norte-americana Brink’s e à espanhola Prosegur, o sequestro de seus arquivos trazia sérios ricos de desabastecimento de caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais. Segundo a empresa, a falha de segurança explorada pelos atacantes atrasou entregas e a obrigou a desligar temporariamente seus sistemas.

A falha de segurança foi comunicada aos clientes em uma carta enviada pela empresa, na qual ela admitiu que precisou desligar temporariamente integrações e conexões. Iniciando suas operações às 9h30 no dia do ataque, a Precisa teve que operar momentanemente sem sistemas, imagens e conexões de telefonia fixa.


Até o momento, a Protege não confirmou se houve algum prejuízo financeiro resultante do ataque, tampouco detalhou como ocorreu a tentativa de sequestro de seus sistemas. Ao Tilt, a companhia somente confirmou que conseguiu barrar a tentativa dos cibercriminosos ao isolar seus sistemas, o que permitiu o pronto reestabelecimento de suas atividades.

Brasil foi alvo de ataques recentes

Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira de renome é alvo de um ataque de ransomware. No final de maio, a JBS teve seus sistemas sequestrados e teve parte de suas atividades temporariamente paralisadas — apesar de ter usado backups para reestabelecer seus sistemas, a companhia admitiu na ocasião que pagou US$ 11 milhões (R$ 56,5 milhões) aos atacantes como forma de lidar com “questões imprevistas” dos ataques.

Ações criminosas que raptam os sistemas de empresas têm crescido ao redor do mundo e representam um risco alto tanto por sua capacidade de paralisar sistemas quanto pelos valores que cobram. Segundo a Check Point Software, cibercriminosos estão adotando métodos cada vez mais sofisticados e baseados no que ela chama de tripla extorsão: além de chantagear seus alvos principais, eles também estão cobrando valores de parceiros de negócios afetados indiretamente para não divulgar dados sensíveis a suas operações.

A tentativa de ataque à Protege é mais um indício de que os grupos de crimes cibernéticos estão de olho em alvos de infraestrutura também no Brasil — o que aumenta a preocupação das autoridades e empresas e, claro, de todos os brasileiros.

                                                                                  FONTE:CANALTECH