quinta-feira, 7 de abril de 2016

GESTÃO DE QUALIDADE - Indicadores

Indicadores da Qualidade 



A melhoria contínua da qualidade requer um plano de ações detalhado do que se pretende atingir, como e quem serão as pessoas envolvidas. Com um plano de ações e a definição de indicadores, isto é, de controles que demonstrarão valores, índices, notas, conceitos ou quaisquer outros atributos que a empresa especificar e achar conveniente, será possível verificar se o que foi planejado, em termos de qualidade, está sendo alcançado.

Indicadores são importantes ferramentas de avaliação e desempenham um papel muito maior ao oportunizarem uma gestão estratégica da qualidade nas empresas.

Através destes torna-se possível acompanhar o que de fato acontece em diferentes áreas, qual tem sido o real desempenho de máquinas, equipamentos e pessoas. Indicadores permitem verificar – e, o mais importante, aperfeiçoar – postos de trabalho, células de produção, equipes de trabalho e áreas inteiras.

É comum que empresas com estrutura tecnológica adequada e equipes qualificadas se questionem sobre os possíveis motivos que lhes impedem de atingir suas metas e seu potencial máximo. Seus esforços parecem ser em vão diante dos resultados desfavoráveis alcançados.

Neste caso, em particular, e obviamente diante de inúmeros outros, indicadores são aliados fortes para que seja possível, primeiro, conhecer o problema. Depois, acompanhá-lo. E, por fim, solucioná-lo através de ações preventivas e/ou corretivas. Não raro a empresa pode se surpreender com pequenos detalhes que influenciam o resultado final da sua operação. Ou, ainda, ficar perplexa ao saber que aquele problema – já conhecido – impacta muito mais do que se pensava, tendo um efeito cascata sobre diversas áreas, chegando-se até o lucro da empresa.

Não há regras para a criação de indicadores. No entanto, o bom senso e a prática demonstram que a existência de todo indicador depende do fato deste ser efetivamente utilizado. Indicadores que apenas preenchem planilhas e gráficos coloridos em papel e apresentações para a alta direção da empresa, fazendo volume em meio a diversas outras informações mais importantes, e que não são alvo de análise útil e ações de melhoria contínua da empresa devem ser, o quanto antes, reavaliados e descartados.

Talvez a fase inicial, isto é, a criação dos indicadores seja exatamente a mais difícil. Não porque seja um trabalho exatamente árduo, mas pelo simples fato de que ainda não há informações suficientes a respeito daquilo que se quer acompanhar. No entanto, esta fase inicial, mais complexa, vai aos poucos, sendo superada a medida que as informações vão sendo capturadas e depositadas em uma base de dados.

Com indicadores em mãos é possível criar, de maneira fácil e rápida, planilhas com estatísticas e gráficos para melhor compreensão e acompanhamento do que de fato acontece na empresa – ou, no mínimo, o que se definiu acompanhar.

Outra maneira, mais adequada, é dispor de um sistema de gestão da qualidade, com recursos próprios e especializados para integrar processos e rotinas para controle da qualidade, gestão de não conformidades, ações preventivas/corretivas, autocontroles, laudos e gestão de documentos.

Na prática, com a utilização de indicadores, o cenário vai aos poucos se desenhando e estes passam a ser empregados mais e mais em análises de desempenho, pesquisas históricas, controles estatísticos, gráficos comparativos, previsões, e inúmeros outras ferramentas de acompanhamento e aferição da qualidade.

As possibilidades de utilização dos indicadores são inúmeras e dependem basicamente apenas do quanto a empresa está disposta a investir nesta estratégia. Vale ressaltar, neste ponto, que a análise e a interpretação das informações, de maneira sistemática, contínua e, principalmente, imparcial, são indispensáveis para que a melhoria contínua da qualidade realmente aconteça e se faça presente no dia a dia da empresa.

Afinal, não é incomum que indicadores mostrem uma realidade que não se quer enxergar. Mas uma vez aceitando-a, mais cedo será possível mudá-la.

Fonte: WK Sistemas

GESTÃO DE QUALIDADE - Desperdícios

Combate efetivo aos desperdícios


Se por um lado a palavra “desperdício” remete à perdas, prejuízos e danos às empresas, por outro, o seu combate efetivo, tem trazido grandes resultados em termos de redução de custos operacionais, ganho de produtividade e aumento de lucratividade para todas aquelas que decidiram melhorar sua performance corporativa investindo na gestão estratégica da qualidade.
A gestão estratégica da qualidade envolve metodologias, atributos e requisitos que podem ser aplicados sobre produtos, serviços, processos, infraestrutura, segurança, organização, limpeza e, qualquer outro aspecto definido pela própria empresa. Desta forma, torna-se possível identificar desperdícios das mais variadas origens, combatendo-os de maneira eficaz.

Dentre os inúmeros desperdícios encontrados nas empresas, tem-se alguns mais comuns:
  • Superprodução: produção acima da quantidade demandada pelo mercado acarretando, em primeira instância, custos com estoque. A superprodução requer uma melhor gestão da produção, com planejamento mais rigoroso e detalhado das quantidades a serem produzidas.
  • Transporte: movimentação desnecessária ou ineficiente de produtos, materiais, insumos, matérias-primas, seja interna e/ou externa à empresa. É imprescindível que a planta da empresa esteja adequada e sua estrutura física propicie o mínimo de deslocamentos possível.
  • Processamento: atividades desnecessárias para que o produto adquira determinadas características durante seu processo de transformação (ex.: retirada de rebarbas em itens plásticos, sendo que o ajuste no molde poderia resolver este problema).
  • Defeitos: produção de itens defeituosos, isto é, que não atendem as especificações de qualidade estabelecidas no início do processo. Diante de itens defeituosos resta a opção de descarte e, dependendo do caso, a possibilidade de reprocesso. É imprescindível que a empresa busque sempre atingir 100% o nível de qualidade proposto. Para isto, deve investir em máquinas, equipamentos e tecnologia, qualificar fornecedores, utilizar um software de gestão da qualidade, capacitar sua equipe, entre outros.
  • Movimentação: etapas desnecessárias e inúteis no processo que, ao ser melhor planejado, podem ser simplificadas ou até mesmo eliminadas por completo. Muitas vezes estas movimentações, sejam de maquinários, equipamentos e/ou pessoas, documentos que percorrem a mesma área mais de uma vez e pessoas posicionadas em um leiaute inadequado, com obstáculos (ex.: hidrantes, fios/cabos entrecruzados, etc) executando atividades repetitivas tornam a operação da empresa muito mais lenta e, consequentemente, ainda mais onerosa.
  • Ociosidade: tempo em que trabalhadores e/ou máquinas estão parados seja por falhas no processo produtivo (ex.: falta de matéria-prima para continuar a produção, negligência na manutenção preventiva, etc), falta de sincronização entre as áreas, necessidade de regulagem de maquinário e/ou configuração de equipamentos, carga e/ou descarga de caminhões, etc.
  • Estoque: gestão de estoque ineficiente, feita a lápis e papel, acarretando um estoque com quantidades muito abaixo ou acima das demandas do mercado, e custos elevados com armazenamento/estocagem (estrutura, aluguel, climatização, seguro, etc), não atendimento das necessidades do cliente, entre outros.
Com o primeiro passo dado, isto é, a ciência de que a empresa tem algum tipo de desperdício e, portanto, está “perdendo” recursos e dinheiro, há que ser dado o próximo passo: definição das ações preventivas e/ou corretivas no sentido de transformar este desperdício em redução, reutilização ou reciclagem.
Todas as ações de combate efetivo ao desperdício fazem parte de algo muito maior chamado Gestão da Qualidade.

A Gestão da Qualidade envolve atividades coordenadas para dirigir e controlar uma organização permitindo a melhoria de seus produtos e serviços a fim de garantir a satisfação dos clientes sobre o que está sendo oferecido.
É importante que cada empresa, através da Gestão da Qualidade, consiga criar estratégias, métricas e indicadores próprios de acordo com o seu perfil a fim de minimizar seus índices de desperdício. Uma vez fazendo isto, o caminho para a melhoria da produtividade fica mais fácil de ser percorrido. A consequência, com certeza, será percebida no aumento da lucratividade da empresa.

Fonte Blog WK Sistemas